Estranho patriotismo

A tragédia para a qual o (des)governo tem dado decisiva contribuição, de rotineira, já não causa a repulsa devida. Verdadeira e enorme frota de barcaças desassossega populações ribeirinhas e indígenas, tal armada inimiga tentando invadir e apossar-se de territórios. Do ouro e outros metais preciosos nele existente. Finge-se esquecer o desmonte dos órgãos de fiscalização e controle e reiterados anúncios do que viria a ocorrer. Porque é uma região rica, e nela se concentra grande população indígena, a Amazônia atiça a voracidade do deus dinheiro (para Santo Basílio, da Antióquia, o esterco da sociedade) e seus fiéis, tudo sob o patrocínio, a promoção e o estímulo de agentes pagos com o suor (e o sangue, não seria absurdo dize-lo) das próprias vítimas. Muitas das quais, em avançado estado de imbecilização. Ou, em outras palavras: tornados cúmplices de "patriotas" que se rendem às ambições dos grupos econômicos e financeiros, embevecidos no culto dos símbolos de suas respectivas nações.

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