Eleições e saúde

Não sou dos que condenam, sem avaliação criteriosa, a periodicidade das eleições. Nem o financiamento público delas. Acho que a manutenção e a consolidação da democracia têm custos. Mais: que não devem ser pagos com qualquer centavo privado. Muito menos apoio a crítica às eleições bienais. Israel, por exemplo, tem feito eleições sucessivas, sem que isso escandalize os adversários da manifestação popular. A situação que enfrentamos hoje, porém, aconselha pensar em alternativas que nunca foram avaliadas. Doença nova, remédio novo. O adiamento da próxima eleição municipal já foi cogitado. A prorrogação dos atuais mandatos de prefeitos e vereadores e a coincidência com a eleição presidencial seriam consequências lógicas. Então, a dinheirama economizada nos dois próximos exercícios poderia ser aplicada no reforço aos programas de saúde. O SUS precisa ser fortalecido. Antes que o desmonte avance.

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