Dupla exportação

A confusão mental está definitivamente instalada entre nós. Durante muito tempo chamado Zona Franca de Manaus, o ambiente econômico de certo momento em diante passou a ser chamado Polo Industrial de Manaus, De ZFM passou a PIM. A ideia parecia a de diversificar a produção industrial e ampliar os apertados limites institucionais em que atuavam a Superintendência e os agentes econômicos interessados. A criação de dois outros mecanismos de impulsão dos negócios - a FUCAPI e o CBA -, daria sustentação às necessidades e exigências científicas, tecnológicas, educacionais e metodológicas das indústrias. Durante certo período, a SUFRAMA contou com a adesão de boa parte do setor privado, mas aos poucos foi perdendo apoio e manteve as atividades de ambas, em cujos órgãos deliberativos o setor privado tinha representação substancial. A transformação da SUFRAMA em dependência direta do poder central e a consequente perda da condição autárquica pôs por água abaixo a pretensão dos dirigentes do órgão. Com Ozias Monteiro Rodrigues e Flávia Skrobot Grosso as duas entidades de apoio enfrentaram dificuldades, agravadas pela retenção de expressiva receita própria da antiga autarquia nos cofres federais. E acabaram FUCAPI e CBA por ter encerradas ou reduzidas suas atividades. A reação do empresariado esteve aquém do que se poderia esperar. Sobretudo se comparada a mobilização com a que advém, sempre que alguma ameaça aos lucros excepcionais recolhidos paira sobre seus negócios.À exportação privada da riqueza aqui gerada somou-se a exportação oficial de rendas próprias da Superintendência.


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