Do poder, pelos partidos

Os que aspiram fazer-se donos do poder não têm limites em suas muitas vezes insanas ambições. Para eles, vale tudo, desde que sua sôfrega e ensandecida voracidade encontrem os meios com que se assenhoreiam do poder e de tudo quanto ele propicia. Mais, ainda, quando desdenham dos interesses alheios e não se pejam até de provocar a morte de seus semelhantes - um só ou contados aos milhares de centenas. Sabia-se há muito tempo do que são capazes os cobiçosos das riquezas materiais de que se apercebem, sejam as riquezas naturais, sejam as construídas pelos homens, seja mesmo a forçã de trabalho de terceiras pessoas. A História é dadivosa em relação a essas condutas, admitidas por desatenção ou equívoco como humanas. Também se sabia quanto organizações lucrativas professam e praticam a máxima os fins justificam os meios. Esse parece o axioma prevalente no mundo dos negócios. Se, antes, empresas foram e continuam sendo criadas sob esse juramento e com esse propósito malsão, a politica transformada em politicalha se tem prestado aos mesmos propósitos. Surgem organizações ditas partidárias com uma ideia-mestra: assegurar aos seus proprietários os cofres promotores da satisfação de toda sorte de apetite. Está em quase todos os jornais, como em enorme quantidade das tais redes (anti)sociais: as dificuldades e a hesitação do Presidente da República enfrentadas para ingresso em mais uma sigla partidária repousam nessa questão: dinheiro. Daí por que não há líderes partidários, salvo por exceção. A maioria transformou-se em dono. Feitos os cálculos, é mais fácil enriquecer controlando cofres partidários que organizando empresas. Houve tempo em que empresas eram atrativas para os que desejam enriquecer. Como houve tempo em que famílias eram constituídas para assegurar a perpetuação da espécie e cumprir outras funções socias, a cultura dentre elas. Hoje, esquecido esse papel, os casamentos acabam na construção de famiglias. O que não dispensa o controle de um partidinho, que a vida está dura...

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