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Dignidade não é ficção

Pode parecer pouco, pela distância que ainda guarda, em relação aos bons costumes. Aqueles que corresponderiam à democracia. Mas indicam que a Terra se move e, com ela, a conduta da sociedade. Os militares de alta patente, nem por se terem tradicionalmente envolvido em tramas golpistas e atentados contra a democracia, jamais foram considerados cidadãos comuns, como todos os outros cidadãos. Os militares condenados pela tentativa de rasgar mais uma vez a Constituição foram condenados e se encontram presos, pagando pena. Agora, que o Ministério Público Militar pede a exclusão deles das forças armadas e a consequente perda de patentes, dá-se mais um passo à frente. Cairão por por terra dragonas e insígnias, além de ser definitivamente extinta a morte ficta. Ou seja, a morte de mentira, que assegura o desfrute de pensão, como se órfãs, às mulheres de militares excluídos. Se o reconhecimento da falta de dignidade para integrar as forças armadas tivesse chegado antes, o Brasil há muito não teria passado por vexames e constrangimentos como os que culminaram com o 08 de janeiro de 2023.

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