Desmonte interrompido?

As razões pelas quais debandaram, como diz o sinistro da Economia, os Secretários Especiais de Desburocratização e de Privatizações escancaram as expectativas dos que admitem participar do atual governo. E explica porque reiteram sua condição de patriotas. Fazem-no na tentativa de convencerem-se a si mesmos de que a pátria é um valor a ser cultivado - e pega bem! O espelho há de recebe-los diariamente, ao menos quando é preciso fazer a barba. Repetem à farta seu amor à pátria, enquanto tratam de satisfazer os apetites e interesses de terceiros, fugazmente cobertos em algum dia de descuido, pelo mesmo sol que nos cobre do Oiapoque ao Chuí. Enquanto isso, mostram serviço, fazendo juras de amor e fidelidade ajoelhados diante da bandeira que não é a nossa. Os fujões do Ministério da Economia saíram por sentirem-se frustrados em sua deletéria empreitada. Nenhum dos dois logrou executar o trabalho encomendado e por eles aplaudido: entregar à fúria dos ganhadores de sempre, os daqui e os de fora, o que ainda resta de nosso patrimônio comum. Experimenta-se, portanto, uma interrupção no professo de desmonte do Estado brasileiro. Poderia o que se tem chamado oposição, aproveitar o momento da debandada para gerar mecanismos capazes de deter a trágica marcha.

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