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Desigualdade e traição - viva o SUS!

Os ventos não correm a favor dos negativistas. Alguns deles, nem por estarem fora de circulação nos meios políticos e empresariais, participam da vida comum, como têm confirmado os registros históricos. Não cessam as ordens vindas das penitenciárias espalhadas pelo Brasil. De resto, característica que desenha o traço de união entre as organizações criminosas. As que se dedicam ao tráfico de drogas e armas, e tantas mais. Nem escapam dessa configuração as que traficam objeto invisível e imponderável - a influência nas decisões. De instâncias ditas republicanas, tanto quanto dos partidos políticos. Resistentes a qualquer análise que fuja à mitificação e à mistificação favorecidas pelos tempos pós-pandemia, os inimigos da vacina, prescritores de mezinhas nocivas à saúde das pessoas e dos costumes, fecham os olhos para tudo quanto põe por terra suas previsões e desejos fundados na discriminação e no egoísmo. Até no ódio que os inspira. Hostis a qualquer decisão que desminta o produto de sua ação malfazeja, os negacionistas hão de estar abalados, porque o Sistema Único de Saúde - o SUS de que um M(s)inistro da Saúde alegava ignorar a existência, impressiona organismos e dirigentes de outras nações. O mesmo SUS que vem avançando no tratamento de doenças que afetam a população mais pobre e que merece dos por ele assistidos elogios que confrontam as agressões e o desprezo vigentes sobretudo no período 2019 e 2022. Não foi qualquer pelego ou autoridade do atual governo quem o disse, mas estudo realizado sob o patrocínio da OCDE, órgão ligado à Organização das Nações Unidas. A população brasileira, aquela que será chamada a votar em outubro deste ano, dá, assim, a primeira resposta às agressões sofridas naquele duro trecho de nossa História. Mais poderá fazer - e é isso o que atemoriza e enraivece os negacionistas -, mandando de volva para a obscuridade de onde jamais deveriam ter saído, os que negam a realidade, pela distância que ela tem em relação aos propósitos malsãos e perversos de que são portadores. O país que suspendeu a exploração de patentes e colheu expressivos resultados na vacinação, é o mesmo que chega aos olhos da sociedade internacional como o que tem respondido com coragem e discernimento à traição de muitos dos que a traem, e amplia mercados benéficos ao esforço produtivo dos que de fato trabalham em prol da sociedade. Os outros, a escória social, permanecem tramando nos gabinetes almofadados e refrigerados, presa do egoísmo mais perverso que pode medrar nos terrenos inférteis do ódio e da discriminação. A desigualdade é sua meta, a traição seu método.

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