Delírio
- Professor Seráfico

- 3 de abr.
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Todo dia ampliam-se, aprofundam-se ou se criam novos sinais da decadência do império norte-americano. Desde que o soba ruivo tentou impor o tarifaço, não se tem testemunhado senão a contínua perda de influência dos Estados Unidos da América do Norte na comunidade internacional. Muito da responsabilidade pela decadência pode justamente ser atribuída ao abrutalhado e autoritário Presidente daquele país. Mas não, toda. O sistema econômico que levou a terra do tio Sam à riqueza e ao poder que ostenta responde, agora, pela derrocada. Donald Trump, assim, pode ser visto como produto do caldo de cultura de uma sociedade que levou às últimas consequências as chamadas leis do mercado. A desigualdade resultante da visão de mundo fundada no egoísmo e na força, é, em si mesma, avessa ao próprio conceito de sociedade. A mão invisível, na verdade não o é. No máximo, seria vesga. Olharia para a árvore, ao invés de contemplar a beleza da floresta. Não faltam exemplos dessa forma perversa de lidar com as questões fundamentais das relações humanas, quando pessoas pobres são condenadas a morrer à porta dos hospitais. Nem quando outras nações constatam a presença de serial-killers matando seus compatrícios, todos imitando o comportamento típico de seus modelos da metrópole. Pior, ainda, quando o Mundo se sente ameaçado pela explosão de uma bomba atômica, porque o império assim parece desejar. Maior a razão do medo, quando ninguém ignora de onde partiu, a quem interessou e quem derramou a carga despejada pelo Enola Gay, na única e perversa experiência que matou em Nagasaki e Hiroshima. Resta lembrar, a esta altura, quanto o desespero pode inspirar a tragédia. Destituído de uma, qualquer que seja, das que se tem como virtude humana, Donald Trump também não ignora o que resultou da destruição das duas cidades japonesas. Ao contrário da maioria dos habitantes do Planeta, sua forma de resolver problemas repousa no delírio que faz da mentira a panaceia para todos os males que sua mente miserável produz e leva à execução.

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