De trivela

Prometendo matar no peito, o então aspirante à cadeira no Supremo Tribunal Federal Luís Fux atingiu seu objetivo. Ele não estava se referindo às habilidades futebolísticas, mas a outro tipo de habilidades, desta vez relacionadas às ilicitudes que forçam a porta dos tribunais. Como o guri da canção de Chico Buarque, ele chegou lá. E, mais, conseguiu presentear a própria filha com uma cadeira no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Inverteu, assim, a ordem dos fatores revelada na mesma canção. E ofereceu à filha mais que um colar, documentos de identidade e alguns trocados, presentes que a personagem de Chico deu à favelada de sua canção. Incansável, Fux preparou-se para assumir a Presidência do STF, cuja supremacia vem-se esfarelando, desde que o notório saber e a conduta ilibada foram postas para escanteio. Ou, sendo mais generoso, pela linha lateral. A dúvida agora está por conta do que será a gestão de Luís Fux, ontem empossado. Não se descarta a tentação de, mantendo a tradição de bom matador de bola, recebê-la e de trivela fazê-la perder-se na linha de fundo. A linha não é tão longe, assim...

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