De frente pro crime

Imagine-se acusado de práticas ilícitas tidas como crime nas nações civilizadas. Pense, agora, em determinar como, quando e onde devem ocorrer os atos que constituem aquilo que naquelas mesmas nações se chama o devido processo legal (legal due process, como o chamam os que pouco entendem da língua criada e falada em seu próprio lugar de nascimento, sua pátria como dizem outros). É preciso, porém, imaginar um pouco mais, pois os tempos e seus recentes costumes assim o exigem. Neste caso, dê por favas contadas a admissão de suas exigências, tantas a leniência e a generosidade com que são contemplados outros denunciados por crimes às vezes mais graves que os de que você é acusado. Esqueça o fato de que, vez por outra, acontece de alguma autoridade policial ou judiciária ou parlamentar fugir à regra. E, por desejar mostrar-se ponto fora da curva, rejeite seus insolentes, incabíveis e (quase dizia surreais, fugindo à normalidade vigente)condenáveis (eles também) pedidos. Isso bastará para punir os criminosos denunciados? É o que se verá, se ocorrer de fato, em dia, hora e local determinados pelas autoridades policiais e judiciáriasa acareação do senador Flávio Bolsonaro e seu suplente Paulo Marinho.

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