Conversa no convés

Neste convés reúnem-se pessoas interessadas na mais importante viagem que qualquer mortal pode fazer– a VIDA. Ao prazer de conhecer novos lugares, todos acrescentam a alegria do encontro, o desfrute da paisagem, enquanto trocam ideias sobre o que veem, o que ouvem, o que tocam, o que saboreiam e cheiram. Mas não provêm só dos sentidos as experiências trocadas entre os companheiros de viagem.

Os sentimentos que eles trocam, sua maneira de ver o Mundo ver-se nele também lhes interessa. Assim, sua viagem parece mais proveitosa, porque tudo o que dividem os torna mais ricos – em vida, alegria, felicidade, companheirismo.

Saberão todos, a cada nova conversa e troca de impressões, ideias, opiniões, pontos de vista, quanto terá aumentado seu conhecimento. Por isso, nosso primeiro encontro traz à luz um problema de que nem todos se dão conta, embora impacte decisivamente no dia-a-dia e no futuro de cada um: vale a pena sacrificar a democracia, em nome de sobrevivência indigna?

Em outras palavras: podem-se sacrificar valores e bens que têm feito o homem caminhar em direção ao futuro? É melhor perder a liberdade e fingir que acreditamos em mentira, para não sermos molestados pelos poderoso? Devemos tolerar a prática de crimes, em nome do combate aos crimes praticados pelos outros?

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