Condições para reunir e debater

Todo encontro político deveria pautar-se dentro de estritos limites do interesse público. Assim nas relações internacionais, quanto nas interinstitucionais. Isso tem muito a ver com a pretendida reunião do Presidente da República e a bancada federal do Amazonas. Em torno da mesa, os representantes da população amazonense e do Estado que lhe corresponde tratarão de recente decreto presidencial. Neste, nada mais que o cumprimento de uma promessa e de uma ameaça, ambas suficiente e cristalinamente antecipadas. Trata-se, portanto, de gerenciar um jogo de perde-ganha, tão ao gosto dos atuais (des)governantes do País. À mesa estarão alguns falsos defensores da economia e da vida dos habitantes do Amazonas. Afinal, a subserviência deles é ingrediente indispensável à criação e instalação na sala do bode que agora eles tentam desinstalar. Mesmo assim, não custa inspira-los a encontrar a melhor solução para a população e a economia amazonenses. E torcer para que eles aprendam. Em última análise, remete-los ao anonimato de que por equívoco escaparam. Cabe sugerir, desde logo, que os parlamentares e os aproveitadores que os acompanharão exijam certas condições para reunir-se com o Presidente. A começar pelo vocabulário, o mais distante que puder do léxico obsceno característico das reuniões presididas pelo Chefe do Executivo nacional. Outra exigência, a instalação na sala de um detector de mentiras. Outras exigências poderiam ser feitas, mas os participantes do encontro devem formula-las. Se quiserem ser produtivos e levarem a sério o que a maioria pensa ser o dever que o mandato lhes impõe.

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