Como na Ciência

O objeto mais importante deste fim de ano é o celular do ex-Secretário Geral da Presidência, Gustavo Bebbiano. Após as divergências com o Presidente, causa de sua defenestração do posto, correu solta a notícia de que o aparelho móvel daquela autoridade havia sido entregue a um guardião, residente no exterior. Assim, o conteúdo certamente comprometedor do telefone seria preservado. Se a vida do ex-auxiliar presidencial não pode ser devolvida, a política de destruição ora vigente incluiria dentre seus produtos a imagem e a posição de importantes protagonistas da encenação republicana. Quando o mínimo de bom senso e de justiça determinam a aproximação sucessiva (e como os militares sabem o que é isso!), o pequeno aparelho eletrônico que Gustavo Bebbiano usava reassume função de grande importância. A advogada com a qual o morto era casado agora declara que o telefone foi destruído. Não foi isso o que disse o suplente do senador Flávio Bolsonaro, o zero-à-esquerda 1, logo após romper com o titular. É do empresário Paulo Marinho a informação de que o telefone celular de Bebbiano está em outro país, quem sabe esperando a hora de entrar em cena. Se a Justiça e a Polícia (primeiro esta) tiverem o mínimo de consciência e interesse no que a sociedade espera delas - e por isso lhes paga os salários - , o telefone móvel do ex-Secretário Geral é tão importante quanto reabrir as investigações sobre um tal Adélio Rosário e o Queiroz. Além de muitos outros, como todos supõem. Sem suposições, também se sabe, nenhuma investigação é feita. Mesmo na Ciência, que as chama de hipóteses.

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