Como explicar?

São, no mínimo, discutíveis os números de nossa economia revelados pelos meios de comunicação social. Percebe-se certa euforia, ao mesmo tempo em que somos levados a imaginar as mais sombrias hipóteses. Reiteram-se as criticas contra o que esses mesmos veículos chamam de atentado à liberdade de expressão, combinadas com nem sempre velado apoio às decisões governamentais na economia. Ou seja, os interesses dos grandes media parecem nada ter a ver com os da população em geral, especialmente dos mais pobres. Eles, mais que muitas das próprias autoridades, desejam ver contidos os salários, vendido o patrimônio público, reduzidos os direitos dos trabalhadores, e tudo quanto não toque nas suas contas bancárias. Nem no patrimônio construído, frequentemente, graças aos empréstimos oficiais. Até que se expliquem cabalmente os cálculos que autorizariam imaginar ter começado a marcha para a recuperação econômica, tudo não aparenta mais que fake news. O consumo das famílias está sendo apresentado como causa dos míseros pontos percentuais de acréscimo no PIB. Como combinar isso com o crescente endividamento das famílias? Onde elas têm buscado recursos para consumir mais, se a massa salarial não o justifica? A não ser que o consumo a que se referem as "explicações" até agora dadas refiram-se a bens suntuários, adquiridos pelo menos de 1% que concentra a renda no País.

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