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Com - ou sem - Xandão

É possível que entre 6 e 13 deste mês, novas tensões afetem o ambiente político e social brasileiro. Durante essa semana, o pleno do Supremo Tribunal Federal apreciará a decisão do Presidente Luis Alberto Barroso que se negou a afastar o relator dos processos de crimes atribuídos ao ex-Presidente da República. Esclareça-se que do paciente ainda não se sabia o mínimo sequer do envolvimento nos crimes agora divulgados. À época do pedido, tratavam a Polícia Federal e as autoridades judiciárias apenas do furto e tentativa de venda das jóias pertencentes ao patrimônio público, da falsificação de documento oficial e da tentativa de desmoralizar as urnas que o mundo inteiro reputa confiáveis. Logo surgirão interpretações em volta da intenção do principal dos suspeitos, também o principal dos indiciados no relatório de 884 páginas, resultante das investigações. Como sempre, algumas dessas interpretações terão base jurídica, outras nem tanto. Pior, ainda, diante de tudo o mais que os brasileiros passaram a saber, depois da quebra do sigilo dos autos. De um lado, haverá ministros que admitirão e acatarão, votando por elas, as alegações da defesa do peticionário. Parece indiscutível que o Ministro Alexandre de Moraes é parte da contenda. Alvo do ódio da seita fanática que acompanha o ex-capitão tornado inelegível, há, no mínimo, certa estranheza na permanência de Xandão como julgador. Seu afastamento, caso admitido pela maioria dos 10 outros juízes, não terá força para apagar qualquer das numerosas e contundentes provas colhidas. Por isso, não pode ser outra a expectativa da maioria dos brasileiros: a condenação do ex-chefe do Poder Executivo e dos que, à sua revelia ou não, não consumaram todos os crimes por ele inspirados, articulados e parcialmente consumados. Como o assassínio do atual Presidente, seu vice e o próprio relator dos inquéritos. Com Xandão, ou sem Xandão, a força das provas é inexpugnável. Em toda a coleção de crimes praticados. Com ele ou sem o voto dele, só acordos espúrios e hostis à democracia poderão impedir a condenação dos que estão prestes a tornar-se réus. Não se descarte, porém qualquer hipótese. A História o recomenda...

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