Ciência e cidadania juntas
- Professor Seráfico

- 2 de abr.
- 2 min de leitura

Significativa a solenidade de entrega de diplomas de Honra ao Mérito, que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o celebrado INPA, realizou na manhã de ontem. Tratou-se, por iniciativa do diretor do Instituto, Professor Henrique Pereira e do coordenador do Bosque, Jorge Lobato, de festejar os 31 anos do Bosque da Ciência, considerado hoje mais que uma dependência da produtiva instituição de ensino e pesquisa. Na verdade, os que conhecem o Bosque, desde suas origens, sabem quanto ele representa, como espaço de divulgação e estímulo ao trabalho de investigação científica, como também um benefício para toda a população. Visitado por moradores da capital amazonense, e turistas oriundos de outras regiões e do estrangeiro, o logradouro é dos mais eloquentes exemplos do trabalho de extensão, de vez que entusiasma e envolve os visitantes. Mais de 2 milhões de visitantes já puderam, nas diversas dependências integradas nos 34 ha da área adjacente à sede do INPA, testemunhar o empenho dos pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento, especialmente com referência aos fenômenos naturais característicos da Amazônia. Evidente que há nítido e importante aporte de subsídios metodológicos e conceituais vinculados às ciências ditas humanas, eis que o primeiro dos projetos levados a efeito pelo Bosque foi o Pequenos Guias do Bosque. O resultado mais efetivo deste, sem dúvida, foi o engajamento das famílias sensíveis às invasões que começavam a ensaiar-se àquela área, na primeira metade dos anos 1990. Delas procediam as primeiras crianças e adolescentes que se tornaram defensores do espaço e contribuintes importantes para a mudança em relação à preservação e defesa da natureza. Ao longo das três últimas décadas, os raros momentos em que os negativistas e os indiferentes às ameaças contra a saúde do Planeta e de seus habitantes tentaram prevalecer, a eles souberam sobrepor-se os que puderam, na manhã de ontem, festejar a existência do Bosque. Autoridades dos poderes públicos, representantes empresariais, intelectuais e profissionais das comunicações receberam, portanto, justa resposta, em memorável solenidade. Certamente, aumentará neles e se multiplicará nos que os ouvirem, a convicção da necessidade de apoio integral e permanente à Ciência e à firme defesa da natureza amazônica. Nada mais que a consequência de serem tidos por meritórias as ações que, deles partidas, tornaram o Bosque da Ciência muito mais que um exemplo de lazer e desfrute. Para os que conhecem as origens, os propósitos e os valores que animam a comunidade científica, sempre estará presente a expressão do doutor Tetsuo Yamane, ao saudar novos membros da Academia Brasileira de Ciências - Ciência e Arte buscam o mesmo resultado, a Beleza! Disse-o o falecido cientista, no mesmo auditório em que o INPA festejou os 31 anos do Bosque.


Comentários