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Cheiro de carniça

Os golpistas não aprendem. Não lhes interessa aprender, porque isso contraria seus interesses, suas crenças, suas práticas e suas vocações. Desmoralizados pelo que financiaram, estimularam, promoveram e reuniram desde outubro de 2022, mesmo assim teimam em difundir seu propósito malsão. Encontram-se nas redes antissociais tão propícias à disseminação das mentiras por eles mesmos produzidas, mensagens sugestivas de grandes e agressivas concentrações, dia 7 de setembro próximo. Uma espécie de espetáculo ampliado da ocupação das áreas próximas dos quartéis, logo conhecido o resultado das eleições presidenciais. Valendo-se do que se pode classificar como uma nova forma de terrorismo - o eletrônico -, tentam levar a população a um estado de desassossego favorável apenas aos instintos malévolos que os inspiram. Pondo-se na contramão da História (dirão: que se mande às favas a História!) e feitos cegos e surdos a tudo quanto as investigações feitas segundo o mandamento das leis têm desvendado, repetem mensagens e ameaças por todos já conhecidas. Buscam, a todo e qualquer custo, gerar na população uma espécie nociva de adesão às suas inconsistentes palavras de ordem, pelo medo e pelo terror. Transformam as redes antissociais e as mensagens que elas divulgam em arma não de esclarecer, mas de gerar o pânico e pôr em risco a vida dos seus concidadãos. (Se não é demasiado generoso considerar os agentes da baderna, da mentira e da matança também cidadãos dignos desse qualificativo). O fato é que continuam aferrados ao passado, o remoto e o mais recente. Porque sequer se dão conta das diferenças entre uma e outra das fases da História, objeto de sua ignorância e de seu desdém. Não satisfeitos com as vergonhosas ações a que deram irrestrito apoio, quando delas não participaram diretamente, consideram de somenos as mais de 200 mil mortes ligadas à covida-19, que a ação ou omissão de seus objetos de adoração ajudaram a produzir. Não se contentam, também, com o vandalismo terrorista do dia 8 de janeiro, sucessor da frustrada explosão de um caminhão, às proximidades do aeroporto de Brasília. Agora, como a revelar extraordinária preferência por algum tipo de delinquentes, pouco se lhes dá que um ex-Presidente da República se veja envolvido no furto de bens de propriedade da União. Somado esse tipo penal tão conhecido, ao de contrabando e tudo o mais que cerca as estrepolias ligadas ao desvio de joias oferecidas, sabe-se lá por quais razões, pelo governante de um dos regimes autoritários do mundo. Não é imaginação maior que a média dos cidadãos sãos e pensantes, admitir que a turba ensandecida deseja, no duro, é a produção de um cadáver. Desta vez, com sangue escorrendo, porque de sangue se nutrem os morcegos, eles também habitantes de cavernas.

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