Castro Alves

A Bolívia e o Chile dão ao mundo dois belos exemplos de vontade popular. O país de Evo Morales, ao eleger um ex-Ministro do líder indígena para a Presidência, após a renúncia e o exílio de Evo, pressionado pelos conservadores. As políticas postas em prática pelo ex-Presidente reduziram expressivamente a desigualdade, razão suficiente para incomodar as elites locais. No Chile, o legado macabro de Pinochet ruiu com o plebiscito. Quase 80% dos eleitores puseram abaixo a Constituição produzida pelos companheiros de Paulo Guedes. Belas imagens do povo cantando nas ruas de Santiago percorreram as redes sociais. Espera-se, agora, o resultado da eleição da próxima semana nos Estados Unidos da América do Norte. Por enquanto, a vantagem de Joe Biden sobre o bilionário Donald Trump diz muito pouco. Tanto pelo estranho tipo de democracia lá implantado, quanto pela disposição ostensiva do candidato republicano em rejeitar resultado eleitoral que não o favoreça. Espera-se, porém, não ser necessário, ao fim e a o cabo, matar manifestantes com os joelhos sobre o pescoço deles, ou com tiros pelas costas, como de costume. A História tem revelado as ruas como o palco mais adequado ao exercício democrático. Lembram-se de Castro Alves: a praça é do povo, como o céu é do condor!

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