CARREFOUR: IGUALDADE E LIBERDADE PARA EXPLORAR

Aos defensores do Carrefour, os racistas do livre mercado: o faturamento do supermercado em 2019 foi de 62,2 bilhões de reais só no Brasil e de mais de 80 bilhões de euros em suas operações globais.

Mesmo diante da pandemia, o Carrefour teve um crescimento de 73,1% no seu lucro líquido no terceiro trimestre por aqui, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Numa contrapartida de dar inveja às empreitadas comerciais do século XVII, antes da revolução francesa, a média salarial dos operadores de caixa da empresa no país de João Alberto é R$ 1.242. Ou seja, pouco mais de um salário mínimo ou um salário mínimo no recebimento líquido.

Como podemos concluir, o Carrefour não foge ao velho capitalismo explorador e desumano, acumulador de riqueza a partir da mais-valia.

Para esta empresa francesa o Brasil é apenas uma oportunidade de mais lucro, conseguido com salários miseráveis e com alimentos de terceira, muitas vezes estragados.

Não há compromisso social com a geração de empregos, como defendem racistas de plantão, receosos de fazerem a defesa aberta do crime contra um negro pobre e indefeso.

Na França, seguranças da empresa, terceirizados, não sonham em tocar um dedo num cidadão ou cidadã, mas aqui na velha colônia europeia o capitalismo continua matando por espancamento, como fazia com negros e índios. É o novo colonialismo, travestido de investidor do desenvolvimento.


Lúcio Carril

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