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Capturado do sono

Faz algum tempo, convenci-me da captura do Estado pelos interessados em manter a desigualdade e acumular ainda mais. Cheguei a afirmar que, adolescente, eu ouvia dizer que os termos estatal e público tinham o mesmo significado. Diziam do controle publico dos recursos gerados pela atividade de todos, majoritariamente da força de trabalho, dos trabalhadores. Os detentores do capital, sob os mais variados pretextos e das mais insólitas formas, recebiam na outra mão o que não puderam evitar entregar com a mão oponente. A prática não cessou, na verdade ampliou-se exponencialmente, até chegarmos à situação denunciada agora pelo doutor em Economia, Marcos Lisboa. Ninguém menos que ex-Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, no início, dos anos 2000. Em recente artigo, o doutor identifica interesses menores a orientar as políticas econômicas do País. Vai mais longe, para dizer inclusive com as palavras por mim usadas há décadas: tais interesses capturaram o Estado, diz a autoridade. Ou eu cheguei precocemente a esta convicção ou Marcos Lisboa acordou tarde. Depois de fazer o que fizeram de mal à sociedade, enquanto governavam, todos parecem ver o que se recusavam constatar.

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