top of page

Café amargo

Em meados dos anos 90, o Secretário da Fazenda do Amazonas constituiu uma comissão composta por três Agentes de Arrecadação. Josué Nobre, Ely Veloso e Ney Corrêa, foram ao município de Itacoatiara. Lá, verificariam questões ligadas às empresas madeireiras. A comissão observou que havia uma quantidade mais do que expressiva de jangadas de madeira, ao longo da costa do município e principalmente nos portos das principais madeireiras ali instaladas. Visitando uma das maiores empresas do setor, os agentes de arrecadação do Estado analisaram registros documentais correspondentes à entrada de insumos e saídas dos produtos beneficiados. As contas não batiam. Comprovou-se expressiva diferença entre os impostos recolhidos e o débito fiscal de Lei. Coisa ao redor de UM MILHÃO DE DÓLARES. Sem levar em conta o prejuízo ambiental provocado pelo outro crime. O IBAMA e demais instituições ambientais foram notificados. Relatório com centenas de páginas respaldava o inédito e milionário Auto de Apreensão. A empresa chamava-se GHETAL.

Josué Ferreira, um dos membros da Comissão, encontrou-se com o editor deste blog, seu colega na SEFAZ, pondo-o a par do trabalho. Não se sabe, porém, em que deu a descoberta dele e de seus dois colegas agentes de arrecadação estadual.

Posts recentes

Ver tudo
Indo pro brejo

Vai chegando o dia em que o zero-hum-à-esquerda despertará com o toc-toc da PF em sua porta. Como na música de Chico, tantas ele fez que os abusos às regras legais aproximam-no da barra dos tribunais.

 
 
 
Retrato

Em 1792, chamou-se Joaquim Silvério dos Reis. Nos anos 1960, José Anselmo era o nome dele. Nosso tripulante, sociólogo Lúcio Carril aumenta a lista. Desta vez, traça o retrato (em 3 X 4, pelo tamanho

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page