Cabos e cabos, perdas e perdas

A tentativa de dar cabo do Supremo Tribunal Federal e de boa parte da população(pobres, negros, mulheres, comunidade LGBT etc,) não se esgota no jipe de todo zero à esquerda. À falta de uma ilha qualquer, inventa-se e se mantém um cabo-de-guerra. Mesmo sem Malvinas. Em seu lugar, mal-vindas notícias. No caso, com o Presidente da República puxando uma ponta da corda; do outro lado, seu aliado e carona eleitoral que governa São Paulo. A corda, se fosse uma gravata, certamente teria o uso que deram à gravata de Wladimir Herzog. Hoje, a peça se transforma por uma letra: é bravata de um lado e do outro. As informações prestadas pelo Ministério da Saúde, ao invés de trazerem tranquilidade e esperança, recheiam-se – de lacunas, não de orientações. Não há, sequer, a mínima previsão de quando começará a vacinação. É ineficaz dizer que serão usadas as vacinas autorizadas pela ANVISA. Aqui, mero truísmo, como dizer que durante o dia há sol. O propósito, neste caso, não é o de tranquilizar e orientar os brasileiros, mas o de agredir os brasileiros. Nem todos, por h´s os que se comprazem em ser humilhados, espezinhados, enxovalhados. Especificamente, o governador João Doria, tão empenhado em imitar seu ídolo, inspirador e arrimo politico. Quando o engomadinho gestor fixa data para iniciar vacinação que pretende espalhar pelo País, ele desafia a própria agência de Saúde, sem cujo licenciamento a vacinação não pode ser iniciada. Não é o risco a que está submetida toda a população que os bravateiros levam em conta. Entretém-nos de fato a eleição presidencial de 2022. Quem sabe as planilhas de ambos já contêm os números necessários à macabra análise – quantos ainda morrerão vítimas da pandemia? Quais os efeitos prováveis dessas mortes sobre a disposição dos eleitores? Quantos bilhões de reais serão necessários para manter o circo funcionando? Como escolher os que, fornecedores e cúmplices, garantirão o bom piso do acesso ao Palácio? Aos que sobreviverem, restará em vida o sentimento dos entes queridos perdidos. Somarão ao que restar destes, sucessivas perdas em vidas humanas e esperanças

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