Bom anúncio

Há quem espere um mundo melhor, passada a pandemia. Incluo-me dentre aqueles que se alimentam de otimismo e de esperanças. Porque creem na utopia e sabem possível chegar lá. Para de novo seguir em busca de novas utopias. É assim que caminha a humanidade, com ou sem vírus. O covid-19 o menos agressivo deles, se comparado a muitos dos homens que pretextam combatê-lo. Imagine-se o que pensar dos que se negam a fazê-lo! Tocado pela utopia, louvo sempre o fato de me ter alfabetizado. Sem isso eu permaneceria na escuridão e não teria aproveitado todo tempo disponível para acrescentar ao aprendido na escola o que livros não didáticos (há quem os chama assim) me têm ensinado. O privilégio de chegar à escola não me atribuiu direitos maiores nem mais amplos que os de outros. Dessas leituras é oportuno destacar, agora, duas obras escritas pelo que eu considero dos maiores escritores do Século XX, em língua portuguesa, José Saramago. Refiro-me às obras O evangelho segundo Jesus Cristo e As intermitências da morte. Na primeira encontraremos páginas capazes de tocar os mais fervorosos e dogmáticos teístas. O nascimento de Cristo e tudo o quanto ocorreu antes é dos mais altos momentos de humanidade que se pode conhecer. Já no segundo livro, o fenômeno pelo qual o coronavírus é responsável (mas não só ele, sabemos todos)pode ser mais bem compreendido. Não conto mais, porque a leitura continua a ser, para mim - e espero que para muitos outros incréus - o veículo que me faz todo dia sair da caverna.(Não fosse este um outro título de obra escrita pelo único Prêmio Nobel em língua que repartimos com nossos irmãos d'além-mar). Penso que outros partilham comigo esse sentimento.

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