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Bobo ou cínico

Pior que o bobo é o cínico. Este, na verdade, é um bobo hipócrita. Explico-me: ele sabe estar mentindo, mas o diz com aparente tranquilidade, como se nada soubesse dos fatos objeto de seus comentários. Não é que Valdemar Costa Neto não tenha o direito de dizer o que lhe vem à cabeça. Sobre a veracidade das alegações do Presidente do PL, fala melhor sua ex-mulher. Não vem ao caso, porém, a qualidade do homem Valdemar, mas seu papel como cidadão e chefe político. Alegar eventual abuso do Ministro Alexandre Moraes, quando encerrada a fase de defesa dos crimes por eles praticados contra o Estado Democrático de Direito, ofende frontal e covardemente os advogados contratados pelos réus. A propósito e oportuno, cabe dizer que foi tarefa das mais difíceis a apresentação das razões finais. Conscientes dessas restrições à sua atividade profissional, os defensores tiveram que superar, sobretudo, as evidências postas em destaque nas provas abundantes colhidas pela Polícia Federal. Por isso, seu esforço máximo centrou-se no objetivo de reduzir a pena correspondente. O pior de tudo, neste bizarro caso, é a autoria e o registro das provas produzidas, elaboradas abundantemente pelos próprios réus. O que significa engessar a atuação de seus próprios defensores, dando a impressão de que os que tramaram o golpe de estado contavam com a chegada ao seu abjeto objetivo. Não seria preciso portanto, preocupar-se com os registros que as autoridades policiais acabaram por encontrar. É no caudaloso rol de provas escritas, gravadas, mais até que na delação de Mauro Cid, que se sustenta o libelo do Procurador Geral da República, Paulo Gonet. Em entrevista à GloboNews, Valdemar Costa Neto jurou fidelidade mais que canina ao ex-Presidente, uma espécie de acionista majoritário do PL. Talvez porque veja no soba norte-americano seu guru, lider e inspirador, garante que tudo fará para tornar letra morta o acórdão que remeterá o ex-Presidente ao endereço inevitável - a penitenciária da Papuda.

Jamais caberá esquecer o que dizia Tancredo: a esperteza, quando é demasiada, engole o dono. Sem esquecer que muitas vezes não se trata de esperteza, mas de malandragem, nada mais que isso.

























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