Boa hora

Circula nas redes sociais documento assinado por Frei Betto, integrado à Campanha da Quaresma. Além das denúncias formuladas pelo lúcido e incansável pensador católico, a mensagem traz um apelo, em favor de comunidades indígenas Maraguá e Munduruku e os ribeirinhos habitantes das margens do rio Abacaxis, nos Municípios amazonenses de Borba e Nova Olinda do Norte. Lá, atrocidades foram cometidas por policiais, de que resultou o assassínio de diversos membros da comunidade. Além da constante ameaça da pandemia, vivem as populações locais sob a iminente repetição de atos semelhantes aos que Frei Betto denuncia. A fome de adultos e crianças daquelas comunidades vai-se naturalizando, como tantos outros males pelos quais as autoridades deveriam responder. Estão juntas, mais uma vez, na resistência às arbitrariedades e na assistência às populações várias entidades ligadas à Igreja, dentre as quais o CIMI, a CPT, o SARES, Arquidiocese de Manaus, Cacuí, FANDDI, CNS e CRB. Além da denúncia que as autoridades públicas devem apurar, é oferecida aos que se proclamam católicos e seguidores dos ensinamentos de Jesus a oportunidade de transitar da palavra ao ato. Auxílio financeiro aos indígenas e ribeirinhos pode ser prestada, para tanto devendo os piedosos crentes contatar luizamachado@gmail.com ou fazer depósito na conta CIMI (Conselho Indigenista Missionário): CNPJ 00.479.105/0009-22 / Banco Bradesco (237) / Agência: 2239 / CC: 14.825-3. A hora da dor é quando mais o espírito fraterno se faz necessário. Pelo menos nessa, que pode transformar-se em boa hora.

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