Belluzzo atira

Luís Gonzaga Belluzzo não deixa por menos. Para ele, o País é uma lambança, uma desorganização, uma confusão – está à deriva. O professor da UNICAMP não é menos rigoroso, nem mais generoso com relação ao Presidente da Câmara dos Deputados. Rodrigo Maia, na opinião de Belluzzo, é despreparado e debiloide. O que parece mais incomodar o economista é o processo de desindustrialização que avança no País e exige lembrar o período entre Roberto Simonsen e Antônio Ermírio de Morais, quando – segundo o ex-seminarista (jesuíta) Belluzzo – havia um projeto nacional de industrialização.

Uma informação, pelo menos uma, deve chamará a atenção das lideranças nacionais. Além disso, forçá-las a pesar suas responsabilidades e seus compromissos: saímos da sétima para a décima sexta posição, em dez anos. De 2009 para 2019.

Por essas e muitas outras evidências, o Brasil esforça-se por retroceder a 1821. Em 1822, a independência festejada faz poucos dias deste 2020, foi apoiada pela Inglaterrra. Com a condição de que não criássemos indústrias. De Getúlio até aqui, aos solavancos e altos-e-baixos, encontramos o caminho de volta. Amargo regresso.

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