Bandos

À margem da linguagem inadequada, os analistas podem encontrar muito mais motivos de apreensão, na reunião ministerial (?) de 22 de abril. Além das agressões às instituições republicanas e ao destempero (de resto, habitual) do Presidente Bolsonaro, não podem ser negligenciadas duas, dentre outras confissões por ele feitas. A primeira diz respeito à existência de uma rede de espionagem supra estatal, que atua em proveito pessoal e familiar do Presidente da República. A outra, tão séria quanto a anterior, a formação de milícias, à moda de tantas outras que se conhecem ao longo da História. No continente americano, a mais famosa delas foi montada por François Duvalier chamado Papa Doc. Seu filho herdou o nome (Baby Doc) e a guarda pretoriana paramilitar, Penso que isso tem tudo a ver com o Gabinete de Segurança Institucional. De lá deveria partir o desmonte de ambos os bandos - de espiões e de guardas pessoais.

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