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Articulações

Incomoda-me certo tipo de análise a respeito do que exige a Constituição Federal. Na chamada Lei Magna são estabelelecidas, em concomitância, a autonomia e a harmonia entre os poderes republicanos. Estamos falando, no caso do Brasil, de uma república como a descrita por Montesquieu. Seria estultice imaginarmo-nos republicanos de raiz. Ainda mais se atentos à vida real, ostensiva e presente nos media ou bem escondida nos vãos e desvãos dos gabinetes do poder. Qualquer deles. Em todo caso, preocupam-me as bases que sustentam as relações institucionais, sobretudo como o entendem os políticos e os que se autoatribuem o direito exclusivo de interpretar os fatos sociais, os profissionais da comunicação. Vem deles a ideia de que é preciso consagrar os métodos atuais, inclusive na indicação, no que concerne ao relacionamento recíproco entre os poderes. Alguém que, pessoalmente, possa conversar horas a fio com o Presidente da República, assim será mais desejável que um ministro do STF que consiga, sobretudo, julgar sob o pálio da Constituição e das leis. Essa conduta - absoluto respeito à Constituição e ao ordenamento jurídico-político por ela estabelecido - isto, sim, deve ser a reivindicação dos cidadãos, se eles acreditam em república e gostariam de vê-la cada dia mais próxima. Qualquer outra coisa que se diga, para admitir ou fortalecer as práticas atuais, sempre se constituirá em concessão inadmissível, pelo menos se aspiramos ao aperfeiçoamento da democracia em período de visível infância e o fortalecimento do sistema republicano, entre nós ainda por conquistar.

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