Arte premiada

Ao artista, mais que àqueles que temos considerado "normais", cabe enxergar até aonde a vista não alcança. Talvez por isso, os antigos os tinham como verdadeiros profetas. Poetas e profetas era como se os chamava. A sensibilidade exacerbada e a capacidade de expressar o que os sentidos (mas não só eles) captam é que os torna diferentes, seja qual for a linguagem em que se expressam. Digo isso para saudar, e os leitores não sabem com que alegria, a premiação de um curta-metragem produzido no Amazonas, por amazonenses, no Festival de Cinema de Gramado, o 48°. Trata-se de O barco e o rio, dirigido pelo cineasta Bernardo Ale Abinader, considerado o melhor filme do certame. Não foi só esse o reconhecimento da arte cinematográfica praticada no Amazonas, eis que outros quatro prêmios foram conferidos à produção: o de melhor direção de arte (Francisco Ricardo Lima Caetano), melhor fotografia (Valentina Ricardo), melhor direção (Bernardo Ale Abinader) e o júri popular. O que, no princípio do século XX, ocupou o interesse e a curiosidade de Silvino Santos, mantém-se de pé e atrai cada dia mais a juventude. Por isso, meus cumprimentos aos vitoriosos profissionais de cinema vêm juntado à lembrança de Cosme Ferreira Filho, Narciso Lobo, Edney Azancoth, José Gaspar, Normandy Litaiff , e Joaquim Marinho. Os cumprimentos também vão para Aurélio Michiles, Márcio Souza, Djalma Batista Filho, Selda Vale da Costa, Ivens Lima, Roberto Kahané, Aldísio Filgueiras, e Tomzé Vale da Costa. Certo de que não é uma lista exaustiva, penitencio-me diante dos que não menciono. A memória tem seus limites, como tudo - a própria vida.

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