Arquitetado e Produzido por WebDesk. Para mais informações acesse: wbdsk.com

Todos os Direitos Reservados | Propriedade Intelectual de José Seráfico.

Aproveitar a hora

Festa nos arraiais do PIM! O faturamento de 2019 registra recorde: 104 bilhões de reais (equivalentes a US$ 20,55 bilhões, ao valor de R$ 5,06/US$ 1; um recorde, também). Mais motivo de festança, ainda, o crescimento relativo ao exercício anterior: 3,61%. Mais que o crescimento do PIB nacional, portanto. Olhe-se para a periferia da cidade de Manaus e para os bairros mais pobres. Lembre-se, por exemplo, da ocorrência mais recente: a expulsão dos ocupantes de área no chamado Monte Horebe. Dê-se por compreensível, ainda que não indiscutível, a redução no número de trabalhadores, relativamentre a outros períodos anuais. Em alguns destes, ultrapassavam os 100 mil as vagas ofertadas. Atribuamos aos avanços tecnológicos a redução da oferta de empregos. Se isso não basta, resta encontrar meios de compensar os efeitos do fenômeno. Imaginemos, agora, se fosse menor a concentração da riqueza. Vamos adiante: imaginemos que fosse compulsória a aplicação de parte expressiva dos lucros aqui amealhados em projetos destinados a reduzir a desigualdade. A começar pelo pagamento de salários mais dignos. Talvez (para não dizer algo que pareça mera implicância) o consumo das famílias aumentasse; a proteção à saúde dos que não podem pagar tratamentos milionários seria mais efetiva; os filhos dos pobres teriam escolas públicas mais bem equipadas e eficazes; a moradia dos eternamente ameaçados de expulsão seria melhor; teríamos segurança oferecida pelos órgãos especializados, não pelos xerifes de organizações criminosas. E, em suma, as funções da economia chegariam a uma boa equação, em todos os seus movimentos - produção/distribuição/consumo.

É oportuno o artigo do Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, em A Crítica de hoje. Realmente, as cadeias produtivas não escapam aos efeitos do coronavírus, nem a disseminação deste deixará de fora qualquer lugar. Por isso, nenhum dos habitantes do Planeta está seguro. Mais seguros ficaremos, e não só durante o período da quarentena, se as causas dos problemas forem removidas. Nesse sentido, aquela que, a meu critério, responde por tudo quanto temos testemunhado - a desigualdade. Por enquanto, no máximo paliativas e tímidas foram as decisões dirigidas a favorecer o combate à desigualdade. Ainda assim, inspiradas mais na generosidade das pessoas que em políticas públicas consistentes e duradouras. Unamo-nos todos, sim, para remover do mundo tudo quanto resulta do egoísmo e da exploração do outro! Quem sabe a hora mais propicia terá chegado!?

0 visualização