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Apenas o começo

Jamil Chade afirma que o ano de 2025 encerra de fato o século XX. Baseado nos acontecimentos dos cinco primeiros anos do século XXI, o estudioso dá destaque ao reordenamento político em escala planetária, que anuncia o enfraquecimento dos Estados Unidos da América do Norte, a busca de recuperação pela Rússia e emergência, vigorosa, da China. Esta, mais que as outras, se não repete os índices de crescimento econômico iguais aos dos últimos anos do século passado, ainda supera os da maioria dos países. A primeira - e talvez a mais importante - das mudanças na geopolítica diz respeito à decadência de tio Sam, de resto algo semelhante à de outros impérios, ao longo da História. Está-se a testemunhar a passagem da unipolarização para a dispersão do poder por outros polos, de que a Rússia e a China parecem os mais evidentes. Nesse caso, pode-se dizer que também a Europa sai fragilizada. Muito do que vai aqui escrito não está contido na matéria assinada pelo respeitado analista brasileiro, se não que resulta da observação do próprio signatário deste comentário, enriquecida pelas pistas elencadas por Chade. Há que considerar, ainda, nada ter de gratuito ou impensado o esforço de Donald Trump por recuperar a influência e o poder do império que rui. Mais que todos os outros líderes mundiais, ele percebe quanto os Estados Unidos da América do Norte perderam, nas últimas décadas, em prestígio e influência. O sistema econômico que durante mais de meio século fez da grande parte do território mundial simples quintal, enredou-se em sua própria teia. A busca por maiores lucros, que se aproveitou com frequência da mais-valia tão íntima das ditaduras, terminou por levar a territórios longínquos grande parte das unidades produtivas norte-americanas. Promover a volta delas tem sido uma das obsessões de Trump, raramente exitosa. O aparecimento de novo bloco, ao qual se integram nações dotadas de poder econômico (China), tecnológico (China e Índia), nuclear (Rússia, Índia e China), populacional (China, Indonésia, Rússia e Brasil) e recursos naturais (dentre os países onde há fartura de petróleo, membros mais recentes do BRICS+ ou candidatos à participação nele) configura a nova realidade. Resta a Trump, o único e indesejável meio a ser utilizado - a repetição do que ocorreu em Nagasaki e Hiroshima. Não é à toa que as belonaves e as armas de Trump vêm testando a paciência e a tolerância do Mundo. Quem viver, verá!

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