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Aos porcos não se dão pérolas

Hoje, no Palácio de Queluz, em Portugal, Chico Buarque de Holanda receberá o maior prêmio de obra na língua portuguesa. Conquistado pelo romancista, poeta e compositor brasileiro, a cerimônia de entrega deveria ocorrer no ano de 2022. Como de praxe, o certificado de outorga deve conter a assinatura dos Presidentes do país concedente e do país de nascimento do outorgado. Chico foi poupado de recusar ou pedir o adiamento da cerimônia, porque o energúmeno que fingia presidir o Brasil se negou a sujar o documento oficial, com sua assinatura. Agora, em reunião comemorativa da queda da ditadura de Salazar, o artista na verdade recebe dois prêmios, o primeiro deles sendo o Camões. O segundo é a ausência da assinatura que diminuiria seu mérito e zombaria da arte do escritor português que lhe dá nome. Aproveito para repetir aqui o que digo sempre que me é dada a oportunidade. Chico Buarque de Holanda não precisaria criar mais que a canção Construção, para inscrever seu nome no degrau mais alto dos grandes compositores do Planeta. Qualquer que seja o ângulo de que se observe o conteúdo e a forma daquela composição, tudo o mais que Chico produziu é redundante.

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