top of page

Antogildo, Adevaldo e César

Bem lembrado o episódio em que perdeu a vida o líder sindical Antogildo Pascoal Viana, em matéria de Vinícius Sassine, publicado na Folha de São Paulo. Presidente do Sindicato dos Estivadores, Antogildo é um dos muitos mortos pela repressão durante a ditadura, que até Lula se esforça por proteger. Como Wladimir Herzog, o estivador amazonense teve sua morte atribuída a suicídio, costume característico da covardia típica de qualquer ditadura. Tão pouco ainda se conhece do que ocorria nos porões da ditadura, tantas as evidências de que nunca tantos brasileiros incômodos ao poder ilegítimo foram assassinados. Muitos deles, sem que sequer o que resta de seus corpos tenha sido encontrado. Este o caso de Antogildo Pascoal Viana, ex-Presidente do Sindicato dos Estivadores de Manaus, cujo nome inscrito em placa afixada na sala da entidade testemunha a liderança. A sede foi construída por Astrogildo. Testemunho importante, o de Adevaldo Fonseca, da diretoria atual do sindicato, além de afilhado do líder assassinado, é referido por Sassine. Sabe-se de tudo isso, ainda pouco, graças aos trabalhos que ocupam o historiador César Augusto Queiroz, professor e pesquisador da UFAM. Aplauso à iniciativa de César Augusto não basta. É preciso estimula-lo a prosseguir no esforço que porá luz no mais trágico de todos os períodos de nossa história republicana. Mesmo a contragosto de Lula, sempre haverá quem veja na memória um dos melhores alimentos da História. É o mínimo a ser feito, se realmente somos democratas. Os benefícios da iluminação não serão favoráveis apenas aos familiares de Antogildo, mas a todos os brasileiros, à democracia e à Humanidade. À Verdade muito mais!

16 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

A moral

Patriotadas deveriam merecer tratamento rigoroso. Tanto dos que se dizem dotados de altíssimo amor à pátria, quanto dos legisladores. De tal modo, que não restasse dúvida quanto ao conteúdo desse sent

As bombas de hoje

A esquerda sempre foi acusada de buscar o poder, não importa o caminho. Embora os golpes de estado que a favoreceram, eles não foram tão numerosos quanto os desferidos pela direita, mundo afora. A rev

Neronianas

Quanto mais o cinto aperta, maior o desespero. Não trato, aqui, do desespero em que vivem milhões de brasileiros, a fome batendo-lhes à porta ou a iminência de faltar-lhes tudo à mesa. Falam por mim o

Comentarios


bottom of page