Ainda não será agora

Confesso que a designação do professor Vicente Nogueira para a pasta da Educação do Estado do Amazonas me encheu de discreta esperança. Porque o conheço e sei de seu desempenho em outras funções, pus alguma fé em seu trabalho. Praticamente, esqueci que ele admitiu apôr ao nome SEDUC-AM, quando foi pela primeira vez o titular, a palavra qualidade. No meu entendimento, os resultados do trabalho, não o nome dado às instituições, é o que interessa. Minha fraterna e respeitosa relação com Vicente, no entanto, tornou coisa pequena o que então reconheci como concessão desnecessária.

Seguindo a mesma trilha, pensei que a presença do colega da Universidade Federal do Amazonas na SEDUC anunciaria melhores dias para a Educação amazonense. De novo, incidi em equívoco. Vicente parece de malas prontas para abandonar o barco em que sua inteligência, seu preparo e suas intenções não encontram o escaler salvador. Pelo menos, é do que nos dá conta o noticiário.

Lamento pela educação do Amazonas, ao mesmo tempo em que nem procuro entender as verdadeiras razões para a distância que Vicente deve manter dos gabinetes oficiais. Se é isso o que ocorrerá, de fato. Ele deve ter lá suas razões, preocupado mais com sua biografia que com o serviço público nem sempre possível de prestar.

As calendas são, mais uma vez, o destino da boa educação estadual.


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