Agrado

A transferência de Adriano Queiroz para prisão domiciliar pode até ser ato de justiça e respeito à lei. Ainda que a comparação da comemoração de que participou, em hospital onde esteve internado, suscite dúvidas sobre seu real estado de saúde. Ele é portador de doença grave, um câncer. Por isso, justifica-se em princípio ser mandado para casa. A extensão desse direito à mulher dele, porém, leva à conclusão de que o crime compensa. Não cola o pretexto de que a decisão considera necessários seus cuidados para com o marido. Duas, pelo menos, seriam as razões para negar-lhe o benefício: 1ª ela é foragida da Justiça; 2ª não é do conhecimento público a presença dela, no longo período em que o operador da rachadinha ficou no asilo montado por Wasserff, em Atibaia, desde que Queiroz chegou lá, voando ou pulando o muro, segundo a jornalista Andreia Sadi. Não seria demais imaginar que o concessor do benefício ao casal fez um agrado ao Presidente. Afinal, o STF é o sonho de quem ingressa na magistratura federal.

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