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Agostiniano


As sucessivas afirmações do triPresidente Lula têm provocado suspeitas que em nada aproveitam à concretização do que ele prometeu em campanha. Muito menos à sua pretensão de sair da Presidência e ocupar um posto de relevo em alguma organização internacional. Para este último objetivo teria concorrido sua peregrinação pelo exterior, em 2023. Também se vê cada dia mais decrescer o aplauso da população ao seu governo. Hoje, os que o apoiam e os que o combatem aparentam ter a mesma força. Nem se diga que apenas as fake-news produzidas e disseminadas fartamente respondem pelo fenômeno. Elas são apenas parte das adversidades que o triPresidente enfrenta. O próprio Lula revela-se incapaz de conter a incontinência verbal e, por isso, tem dito o que não deve dizer; ou não deve afirmar diante de determinada plateia; ou, ainda, não deve ser dito a ouvintes tais ou quais. O que se sabe e se tem visto é aumentar certa agressividade sem sentido, como se Lula pudesse ser comparado com o seu antecessor. A distância entre um e outro é abissal, mas o atual Presidente não parece dar-se conta disso. Esta, a razão por que dirige insultos ao ex-capitão excluído das forças armadas, dando um sopro na fogueira de ódio e mentiras que alimenta a ação de seus ferozes opositores. Estes, então, são os maiores beneficiários – se não os únicos – dos destemperos a que se tem entregado Lula. Sua mulher, cujo juízo e papel foram fundamentais para estancar o golpe de 08 de janeiro de 2023, parece vir perdendo a lucidez, talvez buscando poupar o Presidente de dissabores na vida conjugal. Já lhes bastariam as dificuldades impostas por Lira e seu centrão! Mas o mínimo que se pode exigir de um político cuja habilidade e tirocínio o pôs em posição de relevo em seu próprio país e assegura respeito e credibilidade no concerto das nações, é conduta equilibrada e serena. A mais recente descoberta a respeito dos móveis do Planalto do Alvorada e a reação que isso causou no seio da opinião pública deveriam servir de alerta (o sinal amarelo, como tem dito José Dirceu). Se Lula preferir as picuinhas ou os procedimentos grosseiros que caracterizam seu maior opositor, acabarão ambos ocupando a mesma galeria que a História todo dia constrói. Algum de seus auxiliares há de ter – se não lido – pelo menos ouvido falar de Santo Agostinho: aos que me incensam, porque me corrompem, prefiro os que me criticam, porque me aperfeiçoam. O resto é soma da subserviência com a conveniência.

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