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Abrir dos olhos

A sabedoria popular não falha. Como se tem dito da Justiça, ela pode tardar, enquanto não chega o seu dia. Outro dito do povo mostra que há males que vêm para o bem. Este parece o caso da inesperada sinceridade do governador mineiro, para quem os nortistas e nordestinos são vacas inférteis. E magras. Também tem credibilidade popular a observação de que o pior cego é o que não quer ver. Zema, esse Romeu às avessas, não diz por dizer, nem comete esse ato que os cegos por opção dizem desastrado, por descuido. Ele o diz como representante daquela direita que gostaria de matar pelo menos 30 mil brasileiros, FHC sendo o primeiro deles. Suas mais recentes declarações nada trazem de novo, como não trazem seus correligionários. Se há novidade, ela está na ousadia de dize-lo, sem qualquer eufemismo ou subterfúgio. Fiel aos objetivos e propósitos dos que o inventaram e levaram a governar um dos mais ricos Estados brasileiros, Zema tanto revela o ideário que orienta sua vida pública, quanto mostra as credenciais de disputante do espólio do tornado inelegível. Homem das finanças, não se pense que Romeu Zema investiu contra e ofendeu a população do Nordeste e Norte do Brasil por mero esquecimento. Por isso, recuperem a visão os que não enxergam porque assim é mais cômodo. Aproveitem, também, para remover dos seus ouvidos o que os tem feito surdos.

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