A SUBSERVIÊNCIA DAS FORÇAS ARMADAS AOS INTERESSES EXTERNOS

Lúcio Carril*


As forças armadas dos países que foram colônias não têm um traço que as identifiquem com o nacionalismo. Se mantêm como acólitos do império, subservientes, passivas diante do saque contra a nação que juraram defender.

Os militares que ousaram se manifestar em defesa dos interesses nacionais foram expulsos, torturados, perseguidos, mortos. Foi assim com Luiz Carlos Prestes, Gregório Bezerra, Giocondo Dias, Carlos Lamarca, Salomão Malina e muitos outros. Movimentos como o Tenentismo também foram expurgados.

Sei dos limites da bandeira nacionalista, que em todo o mundo abrigou ondas de direita, mas a defesa dos interesses da nação devia traçar a feição das três forças. O que vemos hoje é a passividade diante da entrega do país ao império americano. A Derrama continua, através do pré-sal, das empresas estatais estratégicas e do aceno para mais saques sem resistência.

É vergonhoso ver o Brasil ser saqueado sem qualquer posição contrária das forças que deveriam defender o país. Pior: estão sendo coniventes, coadjuvantes com o assalto.


* Lúcio Carril é sociólogo, pós graduado em Gestão e Políticas Públicas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

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