A resiliência o trabalhador e da trabalhadora


Tem dia que a gente acorda meio pra baixo, triste, pensando nas incertezas da vida. Geralmente isso se dá em razão da falta de grana. Na verdade, grana é um problema para as duas principais classes sociais: o rico se preocupa em ganhar mais e o pobre em ter algum trocado. Na essência se revela o antagonismo.

Minha tristeza, nesse caso, logo se dissipa ao me deparar com meus vizinhos saindo para o trabalho, às 5 horas da matina, com mochila nas costas, caminhar compassado e a certeza de que seu salário não suprirá metade de suas necessidades.

Quem sou eu para ter crise existencial, se meus irmãos seguem firmes. Como pensava Sartre, o operário não tem tempo para refletir sobre a vida, apenas para lutar por ela.

Eu sigo meu caminho até a padaria, carregando não mais a tristeza, mas a indignação que sempre norteou minha caminhada.


Lúcio Carril

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