A morte do tempo

Perco-me

entre os ponteiros do

relógio

nestes tempos em que

o sol não faz

aurora

a lua se esconde

envergonhada e inservível

as estrelas repousadas

sobre os ombros de Atlas

descorado

Paralisa-me o

desencontro dos ponteiros

o som da caixa musical

em disparada

a Terra se faz plana

embora plena

a certeza da insana

e certa

caminhada

Para que relógios

ampulheta Cartier