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A mentira não pode triunfar

O Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná desenhou, na sessão da última quarta-feira, o que se poderá esperar, se a direita impuser suas mentiras à sociedade. Quando o jovem deputado Renato Freitas (PT) discursava a respeito da mentira assacada contra o Movimento do Sem Terra- MST, sua palavra foi cassada. A decisão do Presidente Ademar Trajano (PSD) atendeu à questão de ordem formulada por Ricardo Arruda (PL), porque seu colega definiu o que é alguém que divulga mentiras - mentiroso. Tudo começou quando Arruda acusou o MST de anunciar como orgânicos os grãos produzidos em fazendas sob seu controle, que ele diz conterem agrotóxicos. O deputado Requião Filho (PT) apresentou documentos expedidos por fontes oficiais e declarações de instituições de pesquisa (da UFSM uma delas), desmentindo o que o deputado do PL havia afirmado, na véspera. Em torno disso, Renato Freitas mostrou o crime cometido pelo representante do PL, considerado pelo deputado petista como um péssimo exemplo dado às crianças sobretudo. Foi quanto bastou para o mentiroso achar-se ofendido. E o suficiente para que seu colega e aliado de outro partido posto na Presidência cassar a palavra do colega que, diferentemente do outro falava a verdade. Não é despropositado o acontecimento se registrar no Poder Legislativo do Paraná, de onde têm saído figuras como o já cassado Deltan Dalagnoll e o ainda senador Sérgio Moro.

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