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A maçã podre e as outras

A situação vai ficando a cada dia mais complicada para o ex-Presidente da República. Ainda que ninguém de boa fé esperasse coisa diferente, aos crimes já imputados à asquerosa figura soma-se agora uma contradição que a ele não deve ser confortável. Era-o, quando ele ainda contava manter-se no poder, golpeando a Constituição e concluindo a formação de sua guarda pretoriana. Seus tonton-macoutes, à semelhança de François Duvalier, do Haiti. O primeiro incômodo veio com a descoberta de registros de sua vacinação em unidade de saúde da cidade de Duque de Caxias, RJ. Enquanto ele posava de infenso a qualquer vírus, por autoatribuido passado desportivo. A mais recente contrariedade adveio da descoberta de outros documentos e fatos ratificadores da suspeita de que mentira ao rebanho que o segue fielmente. Pior, desvendando toda a trama feita em torno do fato. De tal modo a realidade vai-se impondo, que as tentativas de atribuir a fraude a terceiros tem uma única consequência: a perda do que resta de crível em tudo quanto sai da boca suja do principal vilão. Mais grave, ainda, cada novo crime atribuído ou descoberto coloca no proscênio novas personagens. Quase sempre, indivíduos de sua total confiança e a seu serviço. Como uma trama tecida pelo destino, para comprovar que a maçã podre apodrece todas as outras.

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