A LIBERAÇÃO CRIOU UMA CONSCIÊNCIA DE PERIGO SUPERADO

Lúcio Carril

Estamos vivendo um terrível medo de uma segunda onda do Covid-19 em Manaus. Me refiro a uma pequena parcela da população. Talvez não mais do que 20%.

A liberação programada das atividades econômicas trouxe um certo alívio para quem estava no último suspiro, seja o micro e pequeno empresário ou o trabalhador que não consegue suprir as necessidades de sua família com 600 ou 1.200 reais.

O problema é uma coisa chamada "consciência coletiva" ou aquilo que não pode ser medido, mas que pesa decisivamente no movimento e na decisão dos indivíduos que vivem em sociedade.

Ao liberar as atividades o governo introduziu nas mentes dos cidadãos e cidadãs de Manaus que a curva epidemiológica estava em queda; o que não é verdade. Criou-se uma consciência coletiva de superação da pandemia.

Qualquer governo precisa levar isso em consideração nas suas decisões. É possível pensar o impacto de uma decisão na sociedade e até onde isso pode comprometer todo um esforço ou várias políticas públicas.

A possibilidade de uma segunda onda da pandemia em Manaus é real e pode ser mais letal do que a primeira.

O aceno dado com a liberação paulatina das atividades comerciais foi suficiente para o povo tomar as ruas do centro histórico, das ruas comerciais dos bairros, shoppings, bares, etc. Foi como se tivesse falado no ouvido de cada um: a contaminação diminuiu, pode relaxar.

Ou seja, houve um plano para a volta do funcionamento das atividades econômicas, mas não houve o mesmo para criar uma consciência de que o perigo continua.

O isolamento social caiu assustadoramente, as contaminações do novo coronavírus continuam altas, apesar dos óbitos terem diminuídos, mas a ameaça de uma segunda onda está à nossa espreita. Faço parte da minoria que continua assustada e em casa, mas temo pelos meus vizinhos.


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