A grande descoberta

Se me pedissem para destacar alguma das mais importantes descobertas ou invenção do homem eu não titubearia: a invenção da tipografia, por Gutemberg. Graças a esse invento, nas primeiras décadas do século XV, cresceu a possibilidade de disseminar o conhecimento e fazer circularem as ideias e os ideais de tantos pensadores, em toda parte e sobre os mais variados assuntos. Não obstante, os obscurantistas e negacionistas permanecem nas sombras, e são capazes de não apenas perseguir e maltratar os que leem e pensam, como de buscar a todo custo evitar que se torne maior o número de leitores, mundo afora. A História registra fatos que igualam certa espécie mal situada dentre os humanos, devotados à queima de livros ou a ações ofensivas aos direitos dos cidadãos, sobretudo o que levaria cada um deles a ampliar seus conhecimentos. O filme Farenheit 471 exemplifica a primeira conduta, enquanto a taxação pesada sobre livros e impressos depõe a respeito da outra. Diante disso, não podem os que Veem os livros como das melhores fontes a nos separar da escuridão da caverna, ficar alheios a toda e qualquer manifestação em apoio ao livro é à leitura. É disso que trata a programação erlaborada pelo Conselho Municipal de Política Cultural do Município de Manaus, com o reiterado apoio da Fundação Municipal de Cultura - MANAUSCULT. Como tem ocorrido desde 2017, Manaus oferece aos munícipes atividades que este ano serão realizadas apenas no Dia Mundial do Livro, na data em que nasceram William Shakespeare e Miguel de Cervantes, 23 de abril, que a ONU escolheu para homenagear dois dos maiores escritores de todos os tempos. Nos anos anteriores, o Dia foi comemorado durante toda a semana, período que foi encurtado este ano, em razão da pandemia. Em 2020 não foi possível realizar qualquer atividade, pela mesma razão. Por isso, o autor escolhido para as comemorações do ano anterior - o cronista, jornalista, dramaturgo João do Rio - será relembrado no próximo dia 23, quando será igualmente homenageado o poeta Thiago de Mello, quem 30 de março completou 95 anos. Constaram da programação dos anos anteriores Miguel de Cervantes (2017), William Shakespeare (2018), Guimarães Rosa (2019). João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, ou Paulo Barreto ou João do Rio, foi indicação do falecido artista plástico Óscar Ramos. Quem nos garante que, sem Gutemberg, haveria o quê festejar?


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