A granada Trump

Vejo coerência entre o que pensam (?) os belicistas de toda espécie e o que eles fazem quando instalados em posição de mando. Não sendo de sua índole, nem cabendo em sua paupérrima visão de mundo a adequada percepção dos mais elementares valores humanos, dispensam-se de encontrar razão que justifique seus atos e decisões. Restringem-se à exclusiva missão de que se julgam investidos, nada importando os interesses dos que a eles entregaram o poder e o direito de decidir. Por isso, desoneram-se das responsabilidades decorrentes do mandato popular, enveredando pelo miserável e predatório caminho da estrada belicosa, de que a violência é o pavimento. Como a granada de mão, explodem e espalham vítimas no ambiente em que a explosão ocorre. Muitas dessas granadas com aparência humana têm nos anos mais recentes intranquilizado a sociedade, com estupidez capaz de desafiar qualquer explicação razoável. Não se trata, em todos os casos, de interpretar os fatos causados por essas granadas humanas, porque rompidos todos os padrões de análise que o iluminismo nos legou. Aí, um paradoxo que é oportuno lembrar. A rigor, a única novidade trazida por esses autoproclamados inovadores é a esdrúxula tentativa de restaurar ordem social há séculos ultrapassada. Nunca, nos últimos 250 anos, os registros históricos se revelaram tão comprometidos com o passado. Daí a improcedência de tomarmos como conservadores os segmentos sociais e respectivas lideranças que assim se autoconceituam. Porta-vozes do ontem, voltados dedicadamente à causa do regresso é o que de fato são. Saber se a trava de segurança permanecerá impedindo a explosão é o desafio mais atual. Ao nome mencionado no título do texto podem ser acrescentados muitos outros, mundo afora, Brasil a dentro.

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