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A força da comunicação

Nestes tempos de neoliberalismo, a mentira parece encontrar clima propício para impor-se. Ao mesmo tempo, empurra a sociedade mundial para a vizinhança do nazifascismo. A observação isenta e desapaixonada manda reconhecer certa perplexidade nas forças progressistas, enquanto o conservadorismo avança e impõe valores correspondentes a séculos recuados, antecedentes até das primeiras ideias iluministas. Já não é a verdade que orienta a ação política, porque a virtualidade ganha terreno e constrói o que se tem chamado realidade paralela. Em meio à perplexidade resultante, vai-se confirmando, sem qualquer razoável argumento, o poder da mentira. Os fatos importam pouco diante do que quer que se diga, em prejuízo da veracidade dos acontecimentos. No Brasil, as pesquisas indicam enorme distância entre a vida real e o discurso majoritário. Este, marcado e fundado em conservadorismo malsão, como se fosse justo conservar a desigualdade predominante. É incomparável o prestígio do País, recuperado depois de quatro anos em que fomos levados à condição de párias em relação à comunidade internacional. Ainda tímidas, decisões que devolvem a nível menos desconfortável de sobrevivência milhões de família brasileiras, nem por anunciarem retomada a trilha da esperança, parecem influenciar o julgamento e aumentar a multidão que aplaude o governo. Onde erram os governantes e como se comportam sobretudo as esquerdas deveriam ocupar mais as lideranças e os setores mais à esquerda. A História não exige menos que isso, em especial dos que, proclamanndo-se progressistas, acabam por facilitar as tarefas e os propósitos malsãos dos conservadores.

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