A ERA DO RIDÍCULO



O Brasil entrou na era do ridículo.

Se tornou comum falar tolice em todo lugar, ao vivo e em cores. Tem gente pra falar e tem muita gente pra aplaudir, como num teatro ensaiado, onde os atores chegam em um ambiente livre e começam a apresentar o espetáculo; triste e grosseiro espetáculo.

Não há mais vergonha em ser ridículo. Uma senadora, um empresário, um presidente da república, um cidadão comum, nenhum faz a menor cerimônia em falar suas asneiras, geralmente agressivas.

O ridículo implantado e em desenvolvimento no Brasil é oficial. Vem do alto escalão. Tem uma turba de ministros ridículos no governo de um presidente igualmente ridículo. Nos tornamos uma república ridícula.

Você já percebeu que não estou falando do ridículo enquanto recurso humorístico ou gesto espontâneo. O ridículo aqui é sistêmico e se tornou instrumento discursivo do preconceito e de todo tipo de violência social, cultural, política e individual.

Como se não bastasse ser ridículo na colônia, o presidente da república e seus sofríveis assessores resolveram internacionalizar o ridículo. Foram à ONU e se mostraram ridículos ao mundo. O presidente da república ridículo foi até o Tio Sam e diante dele abriu um sorriso ridículo e disse, sem cerimônia, que este país ridículo agora é dele. O presidente ridículo de lá aceitou de bom grado nossas riquezas como prova de servidão.

Tenho encontrado muita gente ridícula por aqui. Elas estão em todo canto, com aplausos e impropérios.

Os ridículos estão expostos e batem no peito, sem vergonha alguma, afirmando que agora é a vez deles.

É ridículo ter que aguentar isso.


Lúcio Carril

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