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A cara da sociedade

Dizer que o ano de 2024 começou diferente dos quatro últimos que ele sucede beira o truísmo. Já não é tão pesada a atmosfera, nem se identificam governantes empenhados em fazê-la assim. Não é que tenhamos alcançado a completa reconciliação e a reconstrução prometidas pelo triPresidente Lula. Um ano só não bastaria, tamanho o retrocesso experimentado no período mais trágico de nossa História, 2019-2022. Se de 1964 a 1985 foram cultivadas e cresceram as sementes lançadas pelo nazifascismo, sua safra mais produtiva se deu na segunda década do terceiro milênio. Talvez não só no Brasil. No mais recente período de trevas, às mortes causadas pela pandemia não faltaram, combinadas, ações e omissões dos que a sociedade paga para cuidar dos interesses de todos. Há quem indique a gripe (nem sempre justamente chamada) espanhola como o pior período da História do Brasil. Àquela época, ao que se saiba, a Ciência brasileira dava seus primeiros e importantes passos. A ignorância revelada pelas autoridades de então jamais se compararia com as ações deliberadas por muitos agentes públicos e governantes de hoje, em relação à covid-19. Nem a Ciência foi tão agredida e desprezada. Felizmente, 2024 chega com alguns registros dignos de aplausos e indicativos de que será um ano decisivo em nossa trajetória. A inflação conteve-se dentro de patamar admissível; a reforma tributária, mesmo que expresse pequeno impacto na redução das desigualdades, foi aprovada e pode ir adiante; o desemprego recua; o Brasil recuperou o protagonismo no cenário internacional. Tudo faz crer que começaremos o 2025 na posição de 7a. das economias mais ricas do Planeta. Como caberá a redução das desigualdades nesse panorama, ainda não se sabe. E, exemplo dos mais importantes, talvez em 08 de janeiro saberemos dos primeiros golpistas condenados pela intentona contra os três poderes do Estado Democrático de Direito. Um bom começo, pelo menos para os percebem os seres ditos humanos como semelhantes a si mesmos. Não custa repetir: a sociedade tem a cara que lhes dão seus integrantes.

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