A boiada em marcha (a)celerada

Segue firme e célere a entrega das riquezas naturais e construídas pela natureza, os homens e mulheres brasileiros. Vem-se cumprindo o desejo anunciado pelo sinistro do Meio Ambiente, na obscena reunião do primeiro time da Presidência da República, em 22 de abril de 2020. Desta vez, ocupam a bacia das almas as reservas do Jaú e Anavilhanas, além dos Correios, por muitos considerada a joia da coroa. O processo entreguista preparado, decidido e executado por auto-proclamados patriotas, já transferiu o produto do suor e sangue dos brasileiros nas áreas do petróleo, dos aeroportos e outros. O pretexto, antigo e costumeiro, deixou de ser ineficiência ou resultado deficitário das unidades presenteadas aos especuladores internacionais. A necessidade de fazer caixa e transferir divisas para o exterior é o falso motivo, nada mais que pretexto para alienar o patrimônio público. Aumenta a suspeita de que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica não demora seguirão a mesma e infeliz trilha. Também se suspeita que preços de banana pagos pelos arrematantes, nem por isso dispensarão a participação de recursos do BNDES e outras agências brasileiras. Só não interessa ao governo, aqui entendidos os três poderes, promover, fazer tramitar e implantar a tributação das grandes fortunas. Lá, todos fingem ignorar que, enquanto morriam mais de 300 mil brasileiros vitimados pela covid-19, emergiam novos bilionários brasileiros na lista da Forbes. Tirar dos mais pobres e fracos é mais fácil do que desagradar o patronato insensível. E os que suas lideranças mandam para as casas ironicamente chamadas populares. Difícil é posar de Robin-Wood, nestes tempos de tragédia e miséria humana.

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