A ABI sempre a postos!

Vai chegando ao fim o mandato do atual Presidente da Associação Brasileira de Imprensa, a brava ABI. Dona de uma trajetória por todos os títulos coberta de glória e dignidade, a instituição dos jornalistas brasileiros desde 2019 é presidida pelo mocoquense (de Mococa, São Paulo), Paulo Jerônimo de Souza, o Pagê. Conheci-o, quando ambos trabalhávamos no diário que revolucionou a imprensa em Belém do Pará, onde nasci. O Jornal do Dia marca a história dos meios de comunicação na Amazônia, e pelo papel desempenhado antes do golpe de 1964, acabou sendo fechado. Desapareceu, mas as lições que lá aprendemos não se apagam das nossas memórias. Depois, transferido para a cidade do Rio de Janeiro, para cursar mestrado na Fundação Getúlio Vargas, reencontrei Pagê. Também José de Souza Gorayeb, outro dos acadêmicos de Direito, como eu, a trabalhar sob a batuta de Cláudio de Sá Leal. Na cidade outrora maravilhosa, moramos na mesma república, os três ex-empregados do jornal dos irmãos Carneiro, Armando (engenheiro) e Oziel (médico). Carreira vitoriosa na imprensa fluminense, Pagê liderou a chapa Wladimir Herzog, na eleição de 2019, resultando eleito por expressiva votação. A exemplo dos mais influentes colegas que antes passaram pelo posto (Barbosa Leite Sobrinho, Audálio Dantas, permanentes na minha memória), Paulo Jerônimo manteve a ABI na trajetória política que tornou a entidade respeitada pela sociedade brasileira e convocada a manter-se na condição de advogada das melhores causas. Em especial, a luta pela democracia e pelo aperfeiçoamento das práticas políticas e administrativas do País. Visito sítio de busca da internet e me surpreende não ter sido gasta uma só linha, dentre as muitas que com justiça informam sobre a vida profissional de Paulo Jerônimo, o Pagê, uma só referência ao seu exercício no jornal da capital paraense. Para mim, porém, isso quase não faz falta. Tenho ainda bem vivos os dias em que, após subir a escada que dava na redação do Jornal do Dia, Pagê, José Gorayeb e outros companheiros tratávamos de levar população leitora as informações devidas aos cidadãos. Ainda não se produziam fake-news, nem os factoides eram tão maléficos.

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